Desenhos

Coleção de Desenhos

O fundo de Francisco de Arruda Furtado no MUHNAC possui um conjunto significativo de desenhos científicos, que funcionaram como instrumento e complemento direto do seu trabalho de investigação científica.

Dois álbuns de desenhos, compilados por Arruda Furtado, integram o fundo, para além de centenas de ilustrações que se encontram inseridas nos seus manuscritos (entre os quais, projectos para publicações), consideradas como parte integrante desses documentos, e, portanto, indissociáveis destes, sendo referidos na sua descrição. Existem, ainda, alguns desenhos avulsos. No total, incluindo todas as tipologias referidas, contabilizam-se 630 desenhos (tomando como base de contagem o suporte físico).

Estando apenas um deles datado, com início em abril de 1880, os álbuns congregam predominantemente, desenhos de História Natural, dedicandos aos estudos de malacologia, destacando-se, igualmente, os desenhos de plantas. Distinguem-se, ainda, desenhos avulsos relativos a estudos geográficos e antropológicos.

Em determinados casos, é possível identificar séries completas que documentam o processo criativo, desde o registo de campo e esboços diversos ao desenho final, por vezes reproduzido em publicações. Existem, paralelamente, alguns desenhos copiados de autores que Arruda Furtado estudava, devidamente citados. Geralmente, os desenhos que integram o fundo estão acompanhados de anotações e/ou legendas. No que concerne à técnica empregue, predominam os desenhos executados a grafite, bem como a tinta-da-china, havendo uma percentagem considerável de desenhos coloridos, a aguarela, guache ou lápis de cor.

Os desenhos de Francisco de Arruda Furtado, de traço rigoroso e treinado, integram-se na prática naturalista coeva, sendo possível destrinçar, tecnicamente, os simples atos de observação e registo das ilustrações cuidadas executadas posteriormente, muitas vezes “do natural”. Os desenhos auxiliavam não apenas os seus estudos, servindo paralelamente para ilustrar e corroborar as publicações de divulgação científica.

No portal, a lógica seguida para a descrição dos desenhos segue a organização que o próprio autor lhes confere no índice que se encontra no final dos álbuns, em que se dá primazia à espécie em detrimento dos estudos anatómicos comparados.

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